sexta-feira, 21 de junho de 2013

Três mil pessoas realizam primeiro protesto no Vale do Aço

Fabriciano foi primeira cidade da região a aderir à onda de manifestações.
Mesmo com disparo e uso de spray, PM considerou movimento pacífico.

Patrícia Belo
Do G1 dos Vales de Minas Gerais
 Cerca de 3 mil pessoas foram as ruas de Coronel Fabriciano, Leste de Minas Gerais (Foto: Patrícia Belo / G1)Cerca de 3 mil pessoas foram as ruas de Coronel Fabriciano, Leste de Minas Gerais (Foto: Patrícia Belo / G1)


Coronel Fabriciano foi a primeira cidade do Vale do Aço a participar da onda de protestos que atinge todo o país. Na tarde desta quinta-feira (20), cerca de três mil pessoas, a maioria jovem e estudante, protestaram pelas ruas do bairro Melo Viana até a Praça da Estação, no Centro.

O movimento, que não tinha líderes identificados, foi organizado por meio das redes sociais. Segundo informações da Polícia Militar, cerca de 80 policiais acompanharam de perto a movimentação.

Muitos manifestantes pintaram os rostos com as cores da bandeira brasileira, utilizaram apitos e cartazes, e seguiram todo o trajeto cantando o hino nacional.

O manifesto seguiu as reinvidicações do resto do Brasil; os manifestantes pediam melhorias na saúde, educação, diminuição do preço da passagem e também contestaram os grandes valores investidos pelo governo na Copa do Mundo. A principal reivindicação a nível municipal era referente à finalização do Parque Linear, obra iniciada em 2010.

Comércio de Fabriciano aderiu ao protesto e cerca de 90% dos estabelecimentos foram fechados (Foto: Patrícia Belo / G1)Comércio de Fabriciano aderiu ao protesto e cerca
de 90% dos estabelecimentos foram fechados
(Foto: Patrícia Belo / G1)
Comércio
O protesto estava marcado para começar às 16h, e antes das primeiras pessoas chegarem às ruas de Coronel Fabriciano, os comerciantes fecharam suas portas. Muitos deles coloram cartazes nas portas, dizendo que fecharam seus estabelecimentos em respeito ao movimento.

Lorenzo Martins, dono de um bar e restaurante na avenida Magalhães Pinto, aderiu ao movimento dos comerciantes e fechou seu estabelecimento.“Acho que este é o momento de correr atrás daquilo que acreditamos. Por tanto, fechei meu bar e também vou para as ruas, pois eu também tenho motivo e pretendo reclamar. Também fechei as portas por medo de estragos, a exemplo do que está sendo feito nas capitais”, diz Martins.

Estudante Daniela diz que a polícia teria utilizado de spray de pimenta contra os manifestantes em Coronel Fabriciano (Foto: Patrícia Belo / G1)Estudante Daniela diz que a polícia teria utilizado
de spray de pimenta contra os manifestantes em
Coronel Fabriciano (Foto: Patrícia Belo / G1)
Confusão
Os tumultos começaram com a ida de manifestantes para a ponte que liga o centro de Coronel Fabriciano à cidade de Timóteo, a chamada Ponte Nova. Alguns se deitaram no chão e interromperam o trânsito de veículos por quase uma hora. Um confronto com a Polícia Militar foi registrado e alguns dos manifestantes afirmaram que militares atiraram spray de pimenta para afastar o grupo, que se dispersou, colocando fim ao protesto que começou pacificamente.

A estudante Daniela Oliveira procurou a reportagem do G1 Vales de Minas Gerais e disse ter sido atacada com o spray de pimenta utilizado pela polícia. “Esta manifestação é pacífica e tinha como objetivo protestar os maus feitos do governo. Mas a polícia não entendeu assim e começou agir de má-fé, agredindo alguns de nós que estávamos em paz. Isso é uma pena, a ideia não era essa”, afirma.

O tenente coronel Wanderson Stenner negou que o fato tenha ocorrido e considerou a manifestação pacífica. “Alguns organizadores procuraram a PM antes do protesto, nós passamos algumas orientações para eles e praticamente todas foram seguidas. Tenho certeza de que tudo ocorreu da melhor maneira possível, sem muitos trabalhos. Acredito que eles puderam realizar o objetivo deles, que é manifestar, e a gente o nosso, que é trazer a segurança”, declara.

Insegurança e depredação
No caminho de volta, já na Avenida Tancredo Neves, um disparo de arma de fogo foi ouvido, mas até o fim desta noite, o G1 não teve uma uma resposta da PM sobre o incidente. Ainda não é claro se o tiro partiu de algum manifestante ou de algum militar.

O carro de uma emissora de televisão, que acompanhava o manifesto, foi apedrejado, assim como a Câmara de Vereadores, onde os vidros da entrada foram quebrados.

Um grupo de manifestantes ainda tentou dar continuidade ao ato público seguindo em direção ao bairro Caladinho, onde o trânsito da avenida Tancredo Neves foi interrompido. Manifestantes continuaram o protesto em frente a faculdade de Coronel Fabriciano, no início da noite.

Rapaz é preso em Águas Formosas após postar ameaça na internet

'Vamos botar fogo em tudo, vamos quebrar tudo', teria postado na rede.
Suspeito foi preso com um revólver e munição.

Diego Souza
Do G1 Vales de Minas Gerais
Revólver calibre 38, munições e uma mira foram apreendidas com o suspeito. (Foto: Divulgação/PM)Revólver calibre 38, munições e uma mira foram apreendidas com o suspeito. (Foto: Divulgação/PM)


Um rapaz foi preso nesta quarta-feira (19) em Águas Formosas, no Vale do Mucuri, Minas Gerais, por porte ilegal de arma de fogo. Segundo a polícia, o suspeito foi preso depois que postou em uma rede social na internet que iria “botar fogo em tudo, quebrar tudo” em um manifesto na cidade. A partir dessa informação, os policiais fizeram um cerco na entrada da cidade, na avenida Belo Horizonte, no bairro Maria Júlia, e prenderam o suspeito, por volta das 15h30.

Com o jovem, a polícia apreendeu uma mochila com um revólver calibre 38, carregado com cinco munições intactas, um papelote de cocaína e um pino com pouca quantidade de cocaína, que o suspeito teria dito à polícia já ter usado antes.

Os policiais da 24ª companhia foram até a casa do suspeito que fica em uma fazenda na comunidade Vezdelau e encontraram no quarto dele, 11 munições de vários calibres, entre elas, uma munição 9mm, de calibre restrito, e uma mira telescópica utilizada para acoplar em armas de fogo.

Questionado pelos militares, o suspeito teria dito que realmente postou as ameaças na rede social, porém, em tom de brincadeira. Segundo tenente Fabiano, o suspeito já tinha outras passagens pela polícia. “Ele tem 21 anos e passagens pela polícia por invasão de domicílio, lesão corporal, ameaça e envolvimento com briga em rua”.

O suspeito foi preso em flagrante e levado à delegacia de Águas Formosas.

Homem invade Cemitério e atira contra pessoas que velavam vítima de homicídio


Pânico no Cemitério da Paz na tarde desta quinta-feira, 20 de janeiro. Um homem armado invadiu o local e atirou contra pessoas que participavam do velório do jovem Taylon Henrique de Souza Silva, 17 anos. Foram, pelo menos, três disparos. Por sorte, ninguém se feriu.


Testemunhas disseram que o homem entrou na área do velório, identificou uma pessoa e abriu fogo. Os participantes saíram correndo temendo serem atingidas. Alguns deitaram no chão.


A Polícia Militar foi acionada e compareceu com grande efetivo no Cemitério da Paz. Um intenso rastreamento foi realizado à procura de um suspeito identificado por testemunhas. Depois do crime, o atirador subiu na garupa de uma moto de cor amarela e fugiu na companhia de um homem que o aguardava para escapar.


Homicídio

O velório que foi invadido pelo atirador era da 17ª vítima de homicídio em Itabira. Taylon Henrique de Souza foi baleado no último dia 31 de maio, na rua Cinco, no bairro Santa Ruth. Desde então, ele estava sob cuidados médicos, mas não resistiu e faleceu nessa quarta-feira, 19.

Testemunhas disseram à Polícia Militar que a suspeita é de que o mesmo homem que atirou em Taylon seja o autor dos disparos no velório nesta quinta-feira.

plox

PM ambiental flagra caçador em poleiro de caça

Divulgação / jva

A arma com a qual o caçador aguardava a passagem de animais, em cima de uma árvore
CAVA GRANDE – Durante patrulhamento do 3º Pelotão de Polícia Ambiental na última terça-feira (18) militares prenderam em flagrante um rapaz de 27 anos acusado de caça ilícita. O objetivo da operação foi monitorar pontos de caça predatória na região.

No local foi encontrado um poleiro (abrigo improvisado por caçadores nas árvores) e ceva (locais onde caçadores depositam frutas e milho para atrair animais para serem abatidos). Durante reconhecimento da área os militares surpreenderam o caçador em cima de um poleiro, à espera de um animal. O homem foi preso com uma espingarda calibre 36 municiada com dois cartuchos intactos. O acusado é morador de Cava Grande, distrito de Marliéria. Ele foi autuado pelo crime de caça proibida e porte ilegal de arma, no artigo 16 da Lei 10.826 e 29 da Lei 9.605, na Delegacia de Polícia Civil em Ipatinga.

Veneza e Planalto vivem noite violenta

Dois foram alvejados por menores junto a quadra poliesportiva de educandário; duas horas depois, rapaz que deixou a namorada no Caravelas teria sido vítima de latrocínio 
Divulgação /jva

OS DOIS jovens baleados se encontravam no interior da escola perto da quadra de esportes
IPATINGA – Um tiroteio em uma tradicional escola do bairro Veneza II deixou dois jovens feridos, na noite de quarta-feira (20). Por volta de 19h, dois adolescentes do bairro Planalto, um deles armado, entrou na Escola Municipal Márcio Andrade Guerra, localizada na rua Mangaratiba, junto ao posto de saúde, e efetuou vários disparos contra as vítimas, que estavam junto à quadra poliesportiva. Vagner Anacleto dos Santos, 19 anos, foi baleado na mão esquerda, abdômen, punho direito e nas costas. Um menor que estava em companhia dele foi ferido de raspão no braço esquerdo. 

Após o crime, um dos agressores fugiu de bicicleta e o outro a pé em meio à confusão armada por causa dos disparos. Os dois conseguiram passar despercebidos por uma viatura da PM que patrulhava a área. Durante o rastreamento a polícia apreendeu um dos menores, mas ele negou a participação no crime. Conforme o relato da Polícia Militar, a vítima Vagner não é aluno da escola onde ocorreu a tentativa de homicídio. Segundo a assessoria de Comunicação do Hospital Márcio Cunha, ele recebeu alta na manhã de quinta-feira.  

Vagner teria ido à escola acompanhar uma sobrinha, sendo que foi alertado por ela que não era bem-vindo lá. No entanto, ele teria insistido em entrar na escola e ficou parado em frente à quadra onde ocorria uma aula de educação física. “Pode ter sido avisado por algum comparsa desses dois menores que foram à escola e efetuaram os disparos”, considerou o tenente Cleudes, que participou da ocorrência. 
J.Passos 

: POLÍCIA CIVIL investiga duas versões para o crime
HOMICÍDIO  OU LATROCÍNIO
Duas horas depois do atentado na escola, um assassinato foi registrado na rua 20, no bairro Planalto. Anderson Senra Vieira Silva, 33 anos, foi executado com cinco tiros. A polícia ainda tenta descobrir como o crime ocorreu. No local do homicídio testemunhas apresentaram duas versões. A primeira seria de que a vítima estaria em um Gol prata e foi jogada no local. A segunda hipótese era de que o rapaz estava sendo perseguido desde a rua 18 por indivíduos em um carro. De acordo com esta mesma versão, durante a fuga a vítima o tempo todo gritava: “Não sou eu”. Após o crime o veículo seguiu em direção ao bairro Veneza II. 

DROGA NO CORPO
Durante a necropsia realizada no corpo da vítima o médico legista Francisco Simões encontrou uma porção de uma substância aparentando ser maconha entre as nádegas da vítima. O corpo de Anderson só foi identificado na tarde desta quinta, quando os familiares foram ao IML para fazerem o reconhecimento. 
Parentes da Anderson disseram que desconfiaram da morte depois de terem ouvido a notícia pela rádio e dado falta dele dentro do quarto. Um familiar contou que na noite do crime a vítima teria saído com a namorada e ido ao bairro Caravelas, onde lancharam. Depois de deixar a namorada em casa, Anderson, que estava em um Gol prata, teria ido embora para o bairro Bom Jardim, onde morava. 

Para os parentes, Anderson foi vítima de um latrocínio – roubo seguido de morte da vítima -, pois ele havia saído de casa com um cordão de ouro, três celulares, além do carro, que foi visto se deslocando do bairro Planalto após o crime. Essa versão reforça a hipótese de que depois de ser roubada a vítima teria sido colocada em seu próprio carro, sendo levada para o bairro Planalto, onde os autores ordenaram que descesse e corresse. Somente as investigações da Polícia Civil irão precisar as circunstâncias da morte de Anderson. 

PM contorna tumulto após protesto em Fabriciano

Grupo iniciou enfrentamento, mas teve pouca adesão e, minutos depois, a turba se dispersou liberando o trânsito na “Ponte da Amizade” 

LAIRTO MARTINS /JVA

A polícia acompanhou de perto toda a passeata, ajudando a controlar o trânsito e, apesar de afrontada algumas vezes, reagiu com equilíbrio
FABRICIANO – A primeira manifestação realizada no Vale do Aço em solidariedade ao movimento que país afora tem levado às ruas milhares de pessoas ocorreu sem violência, apesar da ação de grupos isolados querendo causar tumulto. O levante popular em Coronel Fabriciano se iniciou por volta das 16h desta quinta-feira (20), reunindo aproximadamente 4 mil participantes, de todas as idades, que percorreram a avenida Magalhães Pinto, no distrito de Melo Viana, até o Centro. O comércio fechou suas portas antes do fim do expediente, alguns endossando a manifestação e outros por precaução. Áreas de postos de gasolina foram isoladas. Ao final do protesto, o trânsito ficou impedido por volta de 40 minutos na “Ponte da Amizade”, ligação com Timóteo, e ficou complicado também o tráfego na região do Unileste, onde ônibus e outros carros tiveram que deixar a BR-381 e seguir pelo bairro Caladinho de Baixo. Mas a Polícia Militar contornou com serenidade os contratempos, administrou bem as provocações e impediu maiores transtornos.

Houve um grupo isolado que chegou a gritar palavras de ordem contra os policiais, furando um bloqueio no início da avenida Rubem Siqueira Maia, seguindo em direção à ponte, depois sendo acompanhado por outras dezenas de manifestantes que ainda estavam no local. Apesar do enfrentamento verbal, não se deflagrou conflito e poucos minutos depois os manifestantes se dispersaram.
O tumulto que marcou o fim da manifestação, até por volta das 18h30, destoou do clima predominante no ato público, que durante o trajeto transcorreu em absoluta tranquilidade. Até mesmo quando alguns tentaram iniciar baderna chutando as portas do comércio, vaias e outras demonstrações de reprovação por parte dos manifestantes desestimularam aqueles mais exaltados. Outro momento em que houve princípio de tensão foi quando o protesto chegou à praça Louis Ensch, em frente à prefeitura. 

RECLAMAÇÕES
LAIRTO MARTINS 

“Mente vazia é oficina do governo”, teorizava um dos cartazes
A frustração quanto ao andamento das obras do Parque Linear fez a multidão parar por alguns minutos junto à sede da administração municipal, gritando palavras de ordem e mostrando cartazes com críticas. Mas atendendo apelo dos organizadores, o grupo seguiu rumo à Praça da Estação. Militantes partidários, contrários ou favoráveis ao Governo, também foram muito vaiados.
Durante todo o percurso, chamou muita atenção a variedade de cartazes e reivindicações apresentadas no protesto. Uma das faixas dizia: “O povo acordou, o povo decidiu. Ou para a roubalheira ou paramos o Brasil!”. Além de críticas locais, havia temas mais genéricos, como investimentos na Copa, saúde e educação, contra a Rede Globo de Televisão e a classe política como um todo. 
Idosos, adolescentes e mães carregando crianças de colo foram vistos em grande parte do trajeto percorrido. Das varandas dos prédios e fachadas de estabelecimentos comerciais, moradores e funcionários manifestaram apoio à multidão que coloriu as ruas da cidade. Muitos usavam a máscara que caracteriza o grupo “Anonymous”, idealizador do levante que teve início em São Paulo contra o aumento das passagens de ônibus. Também houve quem preferisse ir vestido com as cores da bandeira, ou mesmo de branco para simbolizar o desejo de paz. 
“Foi uma passeata linda, sem qualquer coisa que me deixasse chateada por estar aqui. Vim manifestar minha indignação contra o governo de nosso país estar gastando bilhões para organizar Copa do Mundo e Olimpíadas, sendo que a saúde está precária e a educação nem há como descrever”, opinou a dona de casa Vera Lúcia da Silva, que tem 52 anos de idade.
O jovem Rodrigo Lanza, 33, também elogiou o tom pacífico das manifestações. “Foi um protesto muito massa. Apenas fiquei decepcionado com o pessoal que jogou fogos de artifício e ficou chutando portas de comércios, mas as vaias os fizeram repensar tais atitudes. Acho que o tom é esse mesmo, quem iniciar baderna deve ser reprimido pelo restante do grupo, já que nosso objetivo aqui é lutar por um país melhor, e uma minoria não pode tirar o brilho de um movimento apartidário que exprime um sentimento tão sincero de indignação dos brasileiros”, avaliou.

TIMÓTEO
LAIRTO MARTINS 

EM TIMÓTEO, o capitão Magalhães se deixou fotografar com mensagem que fará parte da manifestação na cidade: “Seja você a mudança que você quer!”
Por volta das 15h, organizadores da passeata que será realizada na manhã deste sábado (22) em Timóteo se reuniram no coreto da praça 1º de Maio para preparar faixas e cartazes. Muitos jovens se reuniram no local, e também receberam a visita de oficiais da Polícia Militar que foram demonstrar seu apoio à manifestação democrática, afirmando também o desejo de que tudo transcorra em ordem e de forma pacífica. 
“A equipe organizadora está de parabéns pelo movimento alegre e patriótico que está desenvolvendo, que contará com o apoio da polícia militar no sentido de garantir a segurança dos participantes e do patrimônio público e privado. O país vive um momento importante, e o exercício da democracia é muito bem visto, quando acontece de forma pacífica e propositiva”, elogiou o Capitão Luiz Magalhães, responsável pela 85ª Cia da PM em Timóteo. Em sinal de solidariedade, ele se deixou fotografar escrevendo em um dos cartazes que estavam sendo confeccionados.

EM TEMPO

Após a dispersão do movimento em Coronel Fabriciano, dezenas de jovens se reuniram novamente e chegaram a interromper o trânsito na Avenida Tancredo Neves, trecho urbano da BR-381, nas proximidades do atacadista Villefort, de onde seguiram em direção ao campus do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais, já por volta das 20h. O grupo também foi acompanhado por viaturas policiais, sem o registro de ocorrências de maior gravidade.

Mobilização de Timóteo começa às 9h de sábado

TIMÓTEO – A mobilização popular que acontece neste sábado (22), em Timóteo, terá início às 9h, fazendo coro aos movimentos já deflagrados em Coronel Fabriciano e Ipatinga. Os cidadãos timotenses decidiram também reivindicar seus direitos. A ideia é que o protesto comece na Praça 1º de Maio, seguindo pela rua 25 de Agosto, Alameda 31 de Outubro, rua 21 de Abril, rua 19 de Novembro, rua 31 de Março e avenida JK.
A Associação Comercial e Câmara de Dirigentes Lojistas (Aciati-CDL) emitiu comunicado aos comerciantes recomendando atenção a todos e orientando para que não coloquem produtos em seus expositores ou área externas. 

Prefeitura pede anulação de contrato do Olho Vivo

Ação na Justiça cobra ressarcimento de valores pagos no projeto “Ipatinga Segura”; PMI estuda implantar novo sistema de monitoramento, com apoio do governo estadual

A central de monitoramento do Olho Vivo estava desativada desde agosto do ano passado

IPATINGA - A Procuradoria Geral (Proger) da Prefeitura de Ipatinga protocolizou, nesta quinta-feira (20), na Vara de Fazenda Pública, uma ação de anulação do contrato firmado pelo governo anterior com a Fundação Guimarães Rosa, responsável pelo programa Olho Vivo no município. “Esse contrato foi firmado e executado em meio a várias irregularidades que estão sendo questionadas na Justiça, pelo bem da gestão fiscal do município e da responsabilidade que temos com os recursos públicos”, justificou a prefeita Cecília Ferramenta.

SUBSTITUIÇÃO
Em coletiva à imprensa, ao lado da procuradora Edna Luisa Fonseca e do secretário de Administração, Samuel José Gomes, a prefeita anunciou que mantém conversações com o governo estadual, por meio da Secretaria de Estado de Defesa Social, para a implantação de um novo sistema de monitoramento de câmeras nas ruas e espaços públicos da cidade. “Entramos com pedido de liminar para garantir a posse dos equipamentos (câmeras) e também o ressarcimento dos recursos já pagos pelo município no contrato”, sustentou a procuradora-geral da PMI.
A denominação do processo movido pela Prefeitura é “Ação Civil Pública de nulidade de ato administrativo e ressarcimento de valores ao erário público, com pedido de liminar” para suspensão do crédito cobrado pela empresa.

HISTÓRICO
O contrato entre o município de Ipatinga e a Fundação Guimarães Rosa foi assinado em 4 de setembro de 2009, pela modalidade de “dispensa de licitação”. A descrição do objeto do processo administrativo aberto pela PMI dispõe sobre o “monitoramento da cidade através da instalação de câmeras fixas e móveis em todas as áreas críticas do município e de uma central de monitoramento, bem como a instalação de uma rede sem fio que viabilize o acesso à Internet pelas unidades da Prefeitura de Ipatinga”.

Por ato do governo anterior, a prestação de serviço foi suspensa em 30 de julho de 2012. Atualmente, o sistema gerencial do Olho Vivo encontra-se desativado.
O contrato entre o município e a Fundação foi rescindido em 22 de novembro de 2012, por parte do governo anterior, que alegou “insuficiência orçamentária” para honrar o compromisso.

PAGAMENTOS
Conforme noticiado pela imprensa local à época, o sistema de monitoramento eletrônico previa a instalação de 242 câmeras no município, sendo 19 na região central da cidade, 23 nas principais ruas e avenidas em diversos bairros e outras 200 colocadas em escolas e postos de saúde. Todos os equipamentos seriam de propriedade da Fundação.

O valor total do contrato é de R$ 10.588.000,00, a ser pago em quatro anos. De setembro de 2009 a junho de 2012, o município pagou R$ 7.963.545,74 do montante, em parcelas mensais médias de R$ 216 mil. A dívida cobrada pela Fundação é de cerca de R$ 2,160 milhões.

QUESTIONAMENTOS
A atual Administração Municipal não reconhece este débito e, ao mesmo tempo, aciona a Justiça para anular o contrato, pedir o ressarcimento dos valores pagos e suspender o crédito cobrado. “Auditorias administrativas internas e externas realizadas nas contas municipais apontam uma série de irregularidades no contrato firmado pelo governo anterior com a Fundação para implantação do projeto ‘Ipatinga Segura – Olho Vivo’”, reforçou o secretário Samuel Gomes.

LEGALIDADE
Um dos questionamentos sobre a legalidade do contrato, conforme consta na ação impetrada pela Prefeitura, é o fato de a modalidade de “dispensa de licitação” não ser adequada, uma vez que há outras empresas privadas no mercado em condições de oferecer a prestação do serviço especializado.

Ainda de acordo com a Procuradoria Geral, a Fundação Guimarães Rosa, contrariando decisões do Tribunal de Contas da União e de outros órgãos de controle, que vedam a subcontratação de empresas para execução de serviços contratados por “dispensa de licitação”, subcontratou empresas para executar o serviço previsto no projeto “Ipatinga Segura”.

ORÇAMENTO
Durante toda a vigência do contrato, conforme os argumentos da ação, inexiste previsão orçamentária para balizar os valores acertados entre o município e a Fundação. Dentre outros pontos questionados, a Procuradoria Geral salienta, também, que no período em que o sistema “Olho Vivo” esteve ativado no município, em diversas ocasiões, a imprensa local noticiou o mau funcionamento dos serviços, inclusive com a falta de instalação de equipamentos em alguns locais, sem que haja qualquer aplicação de penalidades ou sanções à empresa contratada, pela não prestação adequada dos serviços.

Cecília: “Esse contrato foi firmado e executado em meio a várias irregularidades que estão sendo 
questionadas na Justiça”

plox

Vemprarua - Onda de protestos chega ao Vale do Aço


FABRICIANO – A onda de protestos que vem ocorrendo no país chegou ao Vale do Aço. Os moradores de Coronel Fabriciano foram os primeiros a irem para as ruas, na tarde desta quinta-feira (20).

Os manifestantes iniciaram a caminhada no distrito do Melo Viana, seguiram pela Avenida Magalhães Pinto, pararam em frente à Prefeitura Municipal. Auxiliados por um carro de som, alguns manifestantes discursaram e explicaram os motivos do protesto.

Depois, seguiram até a Praça da Estação no Centro e uma parte foi para a ponte dá acesso a Timóteo. O comércio da cidade fechou as portas antes do fim do expediente e no início da noite , o trânsito ficou impedido por cerca de meia hora minutos na “Ponte da Amizade”.



A reportagem do PLOX fez todo o percurso, conversou com organizadores e participantes do movimento.

Além das pautas de protesto comuns a outras cidades, como o aumento das tarifas de transporte público e a rejeição da PEC 37, em Coronel Fabriciano muitos cobraram uma maternidade para a cidade, alegando que as gestantes estão indo para as cidades vizinhas para a realização de seus partos.

A agilidade nas obras do Parque Linear também foi uma das cobranças.




Homens do 58º Batalhão da Policia Militar de Coronel Fabriciano, acompanharam o movimento. Os organizadores não reclamaram da presença da Polícia, pelo contrário, agradeceram pelo apoio e participação.




Durante quase todo o período não se registrou nenhuma ocorrência grave. Somente ao final houve um princípio de tumulto quando alguns manifestantes estavam na ponte. Depois do grupo se dispersar houve mais um início de tumulto no Caladinho, no Unileste e segundo a PM, foi necessária a intervenção e oito pessoas foram conduzidas.

Outras cidades também terão protestos

Além de Fabriciano, várias cidades do Vale do Aço e Colar Metropolitano terão protestos. Nesta sexta-feira (21), o ato ocorrerá em Ipatinga e está marcado para começar às 16h, no trevo do bairro Jardim Panorama. O manifesto em Timóteo vai acontecer, na Praça 1º de Maio, a partir das 9h da manhã, neste sábado (22). Santana do Paraíso marcou para o dia 24, às 17h, com concentração em frente à Câmara Municipal, no Centro da cidade.

Uma nota enviada a redação do PLOX informa que em Pingo Dágua a manifestação acontecerá neste sábado, 19 horas, em frente a padaria do Raul. Outra nota, vinda de Ipaba, informa que naquela cidade o protesto ocorrerá neste sábado, 14 horas.

plox

Supremo derruba liminar que proibia manifestações em MG

O ministro Luiz Fux revogou a liminar que proibia o fechamento de vias de acesso ao estádio Mineirão e demais ruas do Estado. 


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux defendeu, em decisão divulgada na tarde de ontem (19), o direito de movimentos sociais protestarem nas ruas. Ele suspendeu decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, da última segunda-feira (17), que impedia manifestantes de interditar ruas durante protestos no estado.

De acordo com Fux, o direito de reunião é um “componente indispensável à vida das pessoas e à própria existência de um substancial Estado Democrático de Direito”. O ministro respaldou seu entendimento em decisão anterior da Corte, que revogou normas editadas no Distrito Federal em 2009 contra manifestações nas ruas de Brasília. 


Fux defendeu a participação ativa dos cidadãos na vida pública para estimular a reflexão sobre temas jurídicos, políticos e econômicos em pauta no país. “É preciso abrir os canais de participação popular para que os rumos da nação não sejam definidos exclusivamente ao talante [desejos] dos governantes eleitos”, registrou.

O ministro criticou o uso de violência. Para ele, é contraditório protestar contra o mau uso do dinheiro público depredando prédios e bens que pertencem a toda a sociedade. “Esse tipo de conduta não deve ser tolerada, seja pelo seu caráter violento, seja porque não é capaz de transmitir qualquer tipo de mensagem útil ao debate democrático”. 

Homem abre fogo no Cemitério da Paz durante velório

Itabira/MG - Dois homens em uma motocicleta de cor escura, um deles armado com um revólver foi até o velório municipal do Cemitério da Paz e abriu fogo contra parentes do homem que estava sendo velado. 


A Polícia Militar, em todo seu aparato disponível na rua, foi deslocada por volta das 14horas desta quinta-feira, dia 20 de junho, para comparecer no cemitério onde estaria acontecendo um tiroteio, em meio a um velório. 


No Velório Municipal estava sendo velado o corpo do jovem Taylon Henrique de Souza Silva, 17 anos, baleado a cerca de 20 dias atrás, mais precisamente no dia 31 de maio, quando estava na Rua Cinco, do Bairro Santa Ruth. Na época dos fatos o menor foi atingido por cinco tiros e socorrido pelo SAMU até o Pronto Socorro Municipal onde permaneceu internado. 

Informações obtidas com militares era de que os dois homens teriam chegado ao local e, o que estava na garupa da moto, teria sacado a arma e efetuado vários tiros em direção a alguns rapazes que estavam no velório de Taylon. Contudo sem acertá-los.


Várias pessoas que estavam no local saíram correndo a procura de abrigo, temendo serem baleados. Eram mulheres e crianças, parentes e amigos do adolescente que naquele momento estava sendo velado. Elas desceram correndo uma rua em frente ao velório e adentraram numa casa próxima, para se esconder e se proteger dos tiros que eram disparados pelo tal homem.

Algumas pessoas disseram ter ouvido ao menos cinco tiros, outras quatro; certo é que o pânico tomou conta do local no momento em que era ouvido os estampidos. Ninguém ficou ferido. 


Ao menos seis guarnições policiais e cerca de 20 militares estiveram no local e em bairros vizinhos fazendo patrulhamento, porém sem obter êxito na localização dos criminosos. Mesmo assim várias abordagens foram realizadas em pessoas suspeitas. 

Homicídio - A morte deste jovem de 17 anos foi o 17º homicídio registrado nesses seis primeiros meses de 2013. Os outros casos são:

Em 1º de janeiro de 2013 – o 1º Homicídio ocorreu após um casal ser baleado a noite. Nair Júlia Pereira, 49 anos, levou quatro tiros na cabeça e sobreviveu; seu namorado Márcio Lima do Nascimento, 33 anos, também foi baleado e acabou falecendo.

Em 2 de fevereiro de 2013 – o 2º Homicídio aconteceu no bairro Moinho Velho, tendo como vitima Hebert Victor de Oliveira, “Ebinho”, 25 anos, que foi baleado.

Em 3 de fevereiro de 2013 – o 3º Homicídio ocorreu no São Bento, tendo como vitima Natália da Silva Ribeiro, 27 anos, que levou uma facada.

Em 3 de março de 2013 – o 4º Homicídio foi no bairro Pará, tendo como vitima Marcos Julio Ventura, de apenas 15 anos, morto com um tiro na cabeça.

Em 16 de março de 2013 – o 5º Homicídio teve como vitima, Maria de Lourdes dos Santos, 34 anos, morta a facadas pelo ex-marido, Antônio Borges de Souza de 27 anos, no bairro Cônego Guilhermino.

Em 17 de março de 2013 – o 6º Homicídio aconteceu na Avenida Mauro Ribeiro Lage, tendo como vitima de tiros Marlon Bruno Caetano.

Em 30 de março de 2013 – o 7º Homicídio aconteceu no bairro Água Fresca, tendo como vitima a vendedora Marta das Dores Gonçalves Soares, 33 anos, golpeada 10 vezes com uma faca.

Em 1º de abril de 2013 – o 8º Homicídio aconteceu no Centro da cidade, tendo como vitima o estudante Victor Hugo Santos, 17 anos, golpeado com uma faca ao tentar separar uma briga.

Em 9 de abril de 2013 – o 9º Homicídio aconteceu no bairro Major Lage de Baixo, tendo como vitima Julio Cesar Alvarenga Lage, 17 anos, que foi baleado.

Em 27 de abril de 2013 – o 10º Homicídio aconteceu na porta da Boate Tantra, tendo como vitima o segurança Wanderson Francisco da Silva “Pisquila”, morto com seis facadas.

Em 3 de maio de 2013 – o 11º Homicídio aconteceu no Juca Rosa, tendo como vitima Welington Lopes de Souza Pantaleão "Rincon", de 32 anos, morto com dois tiros.

Em 19 de maio de 2013 – o 12º Homicídio aconteceu após a vitima Robson Luiz Souza, 32 anos falecer em um hospital da capital. Ele foi apedrejado na madrugada do dia 22 de abril na esquina da Rua Água Santa com Sady Pereira, no Centro.

Em 25 de maio de 2013 – o 13º homicídio aconteceu no bairro Alto Pereira em cima do viaduto, onde a jovem Thamires Isloane Simão de Mello, de 23 anos, foi morta a golpes de faca desferidos pelo ex-namorado Fabiano Guimarães, de 24 anos. 

Em 14 de junho de 2013 – o 14º Homicídio ocorreu quando o comerciante Carlos das Mercês Madeira, 53 anos, estava na sua Padaria e Lanchonete Santa Ruth e foi alvejado com tiros disparados por dois assaltantes.

Em 14 de junho de 2013 – o 15º Homicídio foi da professora Delaine Maria Guerra, de 50 anos, que teve o pescoço cortado no Distrito de Ipoema. 

Em 18 de junho de 2013 – o 16º Homicídio teve como vitima Ednilson Santos Muniz, 24 anos, conhecido com “Dedê”, e aconteceu após 56 dias em que ele estave internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do HNSD.

AL/Michele